Outra das bandas que ouvi com atenção por via (directa ou indirecta) do "Som da Frente" foram os Joy Division. Banda que ainda hoje prezo muito e que continua a "mexer" comigo e com muito mais gente.
Quero lembrar aqui a canção "Atmosphere" que não deixa ninguém indiferente.
A inspiração para o tema que vou divulgar hoje veio, em parte, desta imagem. Onde temos o "grande" Sarko a tentar disfarçar a sua altura para a foto oficial. Aqui podemos temos a sua mulher de sapatos rasos e ele de saltos, para atenuar a sua diferença de altura. Confesso que a minha "técnica", numa época em que namorei com uma mulher bem mais alta que eu, era mais simples - eu em cima do passeio, ela pela estrada, assim punha o meu braço por cima do ombro dela se ter de me esticar. O video que mostro hoje, animava, o programa Pop Off (do qual falarei mais profundamente em breve) por altura de 1992. A canção chama-se "Calmeirona" e é da autoria de João Roque e os seus De Biltres. Podem acompanhar o que o, agora, JR anda a fazer aqui no seu myspace. A qualidade das letras continua, falta é a visibilidade que ele e muitos outros músicos merecem.
Sábado à noite fiquei em casa e ainda bem porque assim foi-me possível ver um bom filme portugês na RTP2 (é tão raro que tive mesmo de ficar em casa) e que acabou por servir de inspiração para este artigo. Espero que aproveitem o "balanço" e passem mais filmes portugueses, não precisam de ser muito "artísticos", bastam que tenham uma boa história, como este tinha, e que o som seja aceitável, pois num filme português o som tem sempre problemas. A canção que mostro hoje é um excelente manifesto anti guerra e é cantada por Adriano Correia de Oliveira, a música é de Zeca Afonso e a letra é de Reinaldo Ferreira. A sinopse do filme pode ser lida aqui.
21 de Novembro de 1991 - fazem hoje precisamente 18 anos, desde vi um dos meus heróis musicais, foi o cumprir de um desejo antigo. Penso que era a quarta vez que o grande Lloyd Cole visitava o nosso país e a primeira vez desde que tinham acabado os The Commotions. Eu tinha algum receio que só fossem tocados temas dos seus dois álbuns a solo, mas ao ouvir a abertura do concerto com o som do tema "Rattlesnakes" , o receio foi imediatamente ultrapassado, ainda por cima o guitarrista era o mesmo dos The Commotions, fiquei imediatamente com a certeza que ia ser um concerto memorável no Coliseu do Porto. Nunca mais me esqueci do fantástico "Forest Fire" com um fundo de luzes vermelho, do belo "Brand New Friend" ou do já referido Rattlesnakes". Lembro-me inclusivé de o baixista ter feito referência a um magnífico Vinho do Porto que ele tinha bebido na véspera e que ainda lhe estava a dificultar a acção... Enfim, foi um concerto que ficou para sempre na minha memória, na "gaveta" dos inesquecíveis. Para relembrar o momento deixo aqui o video do "Are You Ready To Be Heartbroken" que contou com todo o público a cantar em coro e que foi muito premonitório para o que se pasou poucos dias depois do concerto...
Como o DJ Duck bem me relembrou aqui nos comentários, a primeira parte do concerto, foi uma bela surpresa e contou com dois membros dos The Go-Between, Forster e Mclennan (falecido em 2006)a brindarem-nos com excelentes versões acústicas de temas desta saudosa banda australiana. E agora deixo também aqui a recordação de "Spring Rain", um dos temas tocados por eles nessa noite e que é um dos meus preferidos desta banda.
Onze anos e seis dias depois é bom recordar o concerto de que vi da Ressurection Tour dos Bauhaus. A primeira coisa que vos pode despertar a atenção é: "por que raio o gajo foi a Lisboa e não ao Porto????". Ao que eu, facilmente, respondo: "porque os bilhetes já estava esgotados!". Da vossa parte pode sugir outra pergunta: "A saberes que uma das tuas bandas preferidas vinha cá, porque é que não compraste o bilhete ao mesmo tempo que todos os teus amigos de Aveiro compraram?". Ao que eu, já a custo, respondo: "porque o "pulha" para quem eu estava a trabalhar na altura só me pagou num dos dias anteriores ao concerto de Lisboa". Todos os meus amigos iam ao Coliseu do Porto e eu não ia a lado nenhum, tinha sido o meu pensamento desde o início do mês. Na manhã de sábado acordei com uma vontade ainda maior de os ver, foi quando decidi ligar ao amigo "lisboeta" JT, para saber se ele ia. Como a resposta foi positiva imediatamente decidi ver se podia comprar o bilhete por multibanco. Só sairia de Aveiro com o bilhete garantido, assim foi, um dos melhores inventos do século, permitiu-me comprar o tão desejado bilhete para aquele que ia ser um fantástico concerto. Cheguei a Lisboa cerca das cinco da tarde, a viagem de intercidades foi agradável, ainda por cima encontrei um amigo (ex-vocalista de uma banda que fez furor no "Aveiro Universitário" - os saudosos "Atira-te à Ria") que não via há alguns anos, acabámos por fazer toda a viagem no bar do comboio a recordar velhos tempos e a tomar café (sim porque o "guito" estava praticamente à conta!). Depois de sair em Santa Apolónia só deu tempo de ir a uma "Portugália" comer um bife acompanhado de algumas imperiais. Àquela hora havia Happy Hour o que dava duas ao preço de uma, o que deu um excelente aperitivo para o aguardado concerto. Conseguimos chegar com a antecedência devida, para levantar o bilhete préviamente comprado e entrar para o Atlântico antes de tudo começar. Os meus companheiros vinham "atracados" e acabaram por ir para as bancadas com as respectivas, eu acabei sózinho "no relvado" do Pavilhão, mas muito bem acompanhado por alguns milhares de fãs que estavam lá, como eu, a cumprir um sonho que se pensava ser impossível de realizar... O alinhamento do concerto pode ser consultado neste blog. O tema que abriu as "hostilidades" foi "Double Dare":
Para aqueles que não conseguiram ver a reportagem no Top + da RTP1, no dia e na hora a que foi transmitido. Porque entre outras razões não conseguem aguentar com Pandas, Tonys, Max mixes e Mix Maxes, Popotas, Jardins da Celeste e Reis com grandes barriguinhas e etc, etc, etc. Graças às maravilhas da net, podemos ver aqui um dos (poucos) momentos bons do programa que foi a reportagem do Megafone 5 no CCB.
Recentemente deparei com a triste notícia que anunciava o fim do Festival Sons Em Trânsito. Já não me apetece dizer muita coisa, apenas que este Festival agradava a "uma imensa minoria" e conseguia por Aveiro no Mapa dos grandes eventos culturais, mas enfim "cada povo fica com as câmaras que elege". Um dos nomes que consegui ver neste saudoso Festival, foi o basco Kepa Junkera, músico que com a sua trikitixa (instrumento de fole de origem basca) e com uma banda competentíssima, veio ao Teatro Aveirense no ano de 2006, apresentar o seu álbum "Hiri". Um dos seus temas mais conhecidos e que eu mais gosto é o grandioso "Bok Espok", hoje vou mostra-lo atravéz de um video gravado nessa mesma tour, mas ao vivo em Ortigueira/07 e que mesmo em plano fixo, permite ver as sensações que este tema desperta no público.
A foto foi uma das poucas que consegui aproveitar e foi tirada por mim.
Este filme é uma comédia com um travo um pouco negro, mas bastante divertida. Em Portugal o filme teve o nome de "O Último Contrato" e é uma excelente desculpa para colocar um video dos Violent Femmes, no caso uma versão nova do "Blister In The Sun".
Há dias um amigo desabafava comigo: "eh pá, já não há grupos divertidos como antigamente!", imediatamente respondi: "tens os Virgem Suta, porra!".
Ele não pôde vir ao Performas, no passado sábado, mas quem, como eu, ajudou a encher o espaço, consegiu constatar in-loco que há mesmo grupos a fazer "música divertida".
Divertida e muito interessante, acrescento eu. Para mim o mais forte do grupo são as magníficas letras, canções de festa e de ressaca, canções de amor e de desilusão, canções de realidade e de sonhos e ainda há um tema - Vóvó Joaquina - que eu gosto particularmente e que é dedicado à avó do Jorge Benvinda.
Enfim todas as canções nos levam a algum lugar que conhecemos e onde nos sentimos bem ou mal (quando de ressaca se fala, eheheh).
Agora ao vê-los ao vivo fiquei com a certeza que estamos perante um disco gigantesco que ainda por cima resulta tão bem neste formato de dueto.
O concerto foi excelente, o Jorge e o Nuno conseguiram mostrar-nos todo o seu disco, de forma simples e directa. Foi engraçado "ouver" o som do tacho e nem deu para notar que estavam apenas dois músicos em palco.
O Jorge com a sua facilidade de comunicação com o público e o Nuno a "intrumentalizar" tudo, mostram já uma grande cúmplicidade que contagia quem assiste.
O sentido de humor está sempre presente. Foi engraçada a dedicatória do tema "Feio - para todas as pessoas que têm um grande coração!".
A boa música e a boa disposição dos Virgem Suta, fizeram com que nem se desse pelo passar do tempo.
Deixo aqui o alinhamento deste magnífico concerto e o desejo de os ver cá por "terras do norte", ainda mais vezes.
Quem ainda não tem o disco não sabe o que está a perder..
Já está disponível a terceira série da Optimus Discos, desta vez com a Margarida Pinto, Olive Tree, Youthless, Governo, Linda Martini e O.R. (projecto que conta com a voz de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell). Para já dou grande destaque ao E.P. da Margarida que está simplesmente fantástico, a voz continua linda e adoro ouvi-la a cantar português. Siga este link para a Optimus Discos e não registem-se para fazer o download legal e gratuito.
Os Pixies estão a fazer uma Tour a comemorar os vinte anos do disco "Doolittle" e estão a oferecer um EP ao vivo gratuito. Só têm de ir aqui, registar o vosso mail e passado no máximo um dia, recebem o link para descarregar os quatro temas ao vivo. Sempre dá para matar saudades sem gastar dinheiro.
Uma banda que também decobri via Som da Frente, directa (na radio) ou indirectamente (por amigos), foram os The Cure. Uma banda de quem eu já falei noutros artigos, mas que gosto sempre de recordar, é que é melhor recordar, pois os álbuns mais recentes desiludiram-me um bocado. Agora cada vez que oiço, por exemplo, o fantástico tema "A Forest", que vão ver aqui, esqueço-me logo desses maus discos.
Esta série está muito bem "esgalhada", começou agora a segunda temporada no AXN, está muito bem descrita aqui e já serviu para eu descobrir os VLA. Este é o genérico:
Com um som destes, fiquei logo alerta e fui procurar a banda que tem este Myspace onde se encontram mais uns temas bem interessantes. Lá podem ouvir, entre outros, o excelente "When I Am Through With You" que foi utilizado no genérico.